Segurança no Everest está sob questionamento após morte de terceiro montanhista

KATMANDU/SYDNEY (Reuters) - Um montanhista indiano de 43 anos morreu quando descia do topo do Monte Everest, na terceira fatalidade na maior montanha do mundo em três dias, depois que as escaladas foram retomadas após a avalanche do ano passado no Campo Base.

Subash Paul, que subiu 8.850 metros no sábado, morreu no dia seguinte devido à exaustão, afirmou nesta segunda-feira Wagchu Sherpa da empresa Trekking Camp Nepal.

Uma mulher australiana e um cidadão holandês também morreram desde sexta-feira por causa de problemas com a altitude na famosa “zona da morte”, onde o ar é tão rarefeito que somente os mais preparados conseguem sobreviver sem oxigênio suplementar.

Autoridades do esporte e montanhistas veteranos afirmam que as mortes levantam questionamentos sobre a preparação e o padrão de segurança de algumas empresas operadoras, com companhias locais cortando preços e competindo por negócios.

O Everest neste ano tem sido atingido por ventos fortes em alguns dias, quando montanhistas contam com a abertura de “janelas” no clima para fazer a escalada antes que as monções cheguem no mês que vem.

Filas têm se formado no trecho final da escalada, que tem em geral a segurança de uma única corda, levando veteranos a reclamar que montanhistas lentos e inexperientes estão segurando os outros e se colocado em situação de risco.

"Muitos montanhistas sem nenhuma experiência lotam o Everest a cada ano, e as empresas geralmente usam equipamento de qualidade ruim, oferecendo pacotes baratos para clientes que ficam expostos a riscos de segurança, disse o chefe da associação de montanhistas do Nepal, Ang Tshering Sherpa.

(Por Gopal Sharma e Jane Wardell)

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