Taliban indica novo líder e governo afegão faz apelo por conversas de paz

Por Mirwais Harooni e Jibran Ahmad

CABUL/PESHAWAR, Paquistão (Reuters) - O Taliban do Afeganistão escolheu um dos vices de seu falecido líder mulá Akhtar Mansour como seu sucessor nesta quarta-feira, depois de confirmar que Mansour foi morto por um drone dos Estados Unidos no fim de semana.

Haibatullah Akhunzada, um líder de educação religiosa que um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) do ano passado citou como ex-juiz principal do Taliban, vai liderar o movimento, informou o grupo em comunicado.

Sirajuddin Haqqani, chefe da temida rede responsabilizada por muitos ataques a bomba mortíferos na capital Cabul nos últimos anos, e o mulá Mohammad Yaqoob, filho do mulá Mohammad Omar, fundador do Taliban, servirão como seus vices.

O anúncio, que veio na esteira de uma reunião da principal shura, o conselho da liderança do Taliban, pôs fim a dias de confusão durante os quais o grupo se recusou a confirmar a morte de Mansour no Paquistão no sábado.

"Todos os membros da shura juraram fidelidade a Sheikh Haibatullah em um local seguro do Afeganistão", disse o comunicado. "Todas as pessoas têm obrigação de obedecer ao novo Emir-al-Momineen (comandante dos fiéis)".

Akhunzada, que se acredita ter cerca de 60 anos e ser membro da poderosa tribo noorzai, era um assessor próximo de Omar e é de Kandahar, região do sul afegão e berço do Taliban.

Uma conta oficial do Taliban no Twitter mostrou uma foto de Akhundzada, conhecido informalmente como mulá Haibatullah, com um turbante branco e uma barba longa e grisalha.

A postagem mencionou seu título completo como Amir-ul-Mumineen Shiekh ul Quran Haibatullah Akhundzada.

Um porta-voz do presidente-executivo do Afeganistão, Abdullah Abdullah, pediu ao novo líder do Taliban para participar de conversas de paz, ou enfrentará consequências.

"Convidamos mulá Haibatullah à paz. Acordo político é a única opção para o Taliban ou a nova liderança irá enfrentar o destino de Mansoor", disse o porta-voz Javid Faisal em publicação no Twitter.

Estados Unidos, Paquistão e China também tentam conseguir negociar com os militantes para terminar com o conflito que já matou milhares de civis e membros das forças de segurança e deixou o Afeganistão instável.

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