OMS aconselha 8 semanas de sexo seguro após retorno de áreas com Zika

Por Stephanie Nebehay e Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - As pessoas que retornam de áreas com presença do Zika vírus devem praticar sexo seguro ou se abster de relações sexuais durante pelo menos oito semanas, em vez de apenas quatro, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.

A recomendação, que duplica o período de abstinência que a OMS havia sugerido anteriormente, foi feita depois que cientistas descobriram que o vírus permanece mais tempo do que se acreditava no sangue e em outros fluidos corporais, disse o porta-voz da OMS Christian Lindmeier à imprensa.

Se o homem de um casal que planeja uma gravidez tiver sintomas do Zika vírus, o período de abstinência deveria ser de seis meses, acrescentou.

"As pessoas devem praticar sexo mais seguro ou se abster durante pelo menos oito semanas se estiverem voltando de áreas afetadas pelo Zika", afirmou. "A recomendação anterior sugeria um período de pelo menos quatro semanas, então a estamos elevando".

As novas diretrizes "refletem o que descobrimos sobre a doença do Zika e suas complicações", disse.

Indagado se o novo conselho representa na prática uma proibição de gestações no Brasil, onde o vírus apareceu um ano atrás, Lindmeier respondeu: "A diretriz é adiar ou cogitar adiar a gravidez, certamente reconhecendo que isso é difícil para algumas populações".

O porta-voz disse que os cientistas ainda estão investigando por quanto tempo o vírus pode ser encontrado na saliva, mas que até agora os exames foram inconclusivos.

"Tudo isto está sendo estudado para ver onde mais encontramos o vírus e quanto tempo ele se mantém ali".

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