Quase 46 milhões vivem como escravos; Coreia do Norte e Índia lideram, mostra índice global

Por Alex Whiting

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Quase 46 milhões de pessoas ao redor do mundo vivem como escravas, com o maior número na Índia, mas a maior prevalência ocorre na Coreia do Norte, de acordo com o terceiro Índice de Escravidão Global divulgado nesta terça-feira.

O índice, do grupo de direitos humanos sediado na Austrália Walk Free Foundation, aumentou sua estimativa de pessoas nascidas na escravidão, vítimas de tráfico para trabalhos sexuais, ou presas em servidão por dívida ou em trabalho forçado de 35,8 milhões em 2014 para 45,8 milhões.

Andrew Forrest, fundador da Walk Free, disse que o aumento de quase 30 por cento foi por conta da melhoria na coleta de dados, embora tenha medo de que a situação esteja piorando com deslocamentos mundiais e imigração, que aumentam a vulnerabilidade de todas as formas de escravidão.

Forrest, bilionário australiano da mineração e filantropo, pediu para empresas checarem suas cadeias de suprimentos por exploração de trabalho, dizendo que encontrou milhares de pessoas presas em escravidão produzindo bens para sua companhia Fortescue Metals Group.

"Mas alguns dos maiores empreendedores do mundo olharam nos meus olhos e disseram que não vão procurar por escravidão caso eu encontre", disse na divulgação do índice, em Londres.

O ator australiano Russell Crowe, que interpretou o imperador romano que se tornou o escravo Maximus no filme "Gladiador", de 2000, descreveu a condição de pessoas "em nossas comunidades que estão paradas, sem ajuda e presas em um ciclo de desespero e degradação sem escolha e sem esperança".

"Como ator, minha função geralmente é mostrar a emoção humana crua, mas nada se compara com as vidas de pessoas refletidas nos relatos publicados hoje."

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