Forças apoiadas pelos EUA abrem nova frente de batalha na Síria

Por Phil Stewart e John Davison

WASHINGTON/BEIRUTE (Reuters) - Milhares de combatentes apoiados pelos Estados Unidos abriram uma nova frente de batalha na guerra da Síria, lançando uma ofensiva para expulsar o Estado Islâmico de áreas do norte sírio que o grupo usa como base logística e que progride rapidamente, segundo relatos desta quarta-feira.

A operação, iniciada na terça-feira depois de semanas de preparativos discretos, tem como meta impedir o acesso do grupo radical ao território sírio ao longo da fronteira da Turquia, que os militantes usam há tempos para enviar e receber combatentes da Europa.

"É significativo que seja seu último funil" para a Europa, disse um militar norte-americano à Reuters.

Uma pequena quantidade de forças de operações especiais dos EUA irá apoiar a ação terrestre, assessorando e mantendo alguma distância das frentes de batalha, disse a fonte militar, falando sob condição de anonimato para poder discutir o planejamento militar.

"Eles vão ficar tão perto quanto necessário para que eles (os combatentes sírios) finalizem a operação. Mas não se envolverão diretamente nos combates", afirmou.

A operação também irá contar com o apoio de ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, além de posições terrestres de disparo através da divisa turca.

Expulsar o Estado Islâmico de seu último bastião na fronteira turca se tornou uma das maiores prioridades da campanha encabeçada por Washington contra os extremistas. O grupo controla cerca de 80 quilômetros da divisa que segue para o oeste até Jarablus.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que o bombardeio aéreo norte-americano que ampara a operação em solo matou 15 civis, incluindo três crianças, perto de Manbij nas últimas 24 horas. O relatório do Observatório se baseou em uma rede de ativistas na Síria.

O grupo de monitoramento sediado em Londres disse que a aliança Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), que está realizando o ataque para capturar o trecho de terra conhecido como bolsão de Manbij, dominou 16 vilarejos e se encontra a 15 quilômetros da cidade de Manbij propriamente dita.

Autoridades dos EUA afirmaram que a operação será levada a cabo majoritariamente por árabes sírios, em vez dos milicianos curdos das Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), que só irão representar cerca de um quinto ou um sexto da força total.

Isso é visto como algo importante para a Turquia, que vem se opondo a qualquer expansão adicional dos curdos sírios na divisa.

Ancara vê os combatentes do YPG –que já controlam um trecho de 400 quilômetros ininterruptos da fronteira– como terroristas, e já expressou revolta pelo apoio dos EUA à milícia em sua batalha contra o Estado Islâmico na Síria. Mas uma autoridade norte-americana disse que a Turquia endossou a ofensiva.

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