Votação de cronograma do impeachment de Dilma é adiada para semana que vem

BRASÍLIA (Reuters) - A comissão do Senado que analisa o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff definirá o cronograma de trabalhos apenas na próxima semana, anunciou o presidente do colegiado, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

A votação do plano de trabalho apresentado pelo relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) estava prevista para esta quinta-feira, mas foi adiada para a próxima semana na expectativa de que seja debatida após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, se manifestar sobre a possibilidade de redução do prazo para apresentação das alegações finais da acusação e da defesa.

Desde que o Senado autorizou a abertura do processo contra a petista, Lewandowski passou a presidir o processo e já tem questões a decidir.

Na sessão desta quinta-feira da comissão do impeachment, o presidente acatou questão de ordem da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) que pedia a redução do prazo de 15 para 5 dias para a apresentação das alegações finais dos denunciantes e da defesa de Dilma, com base em dispositivo do Código de Processo Penal.

A decisão, que foi objeto de recurso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) encaminhado ao presidente do Supremo, reduz a tramitação do processo em 20 dias, levando a possível votação da pronúncia para a primeira quinzena de julho, entre os dias 12 e 13 de julho.

O advogado da presidente Dilma e ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, argumentou que a decisão implica em uma violação do direito de defesa e anunciou que também iria recorrer da decisão.

(Por Maria Carolina Marcello)

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