Partes em guerra no Iêmen concordam em libertar crianças prisioneiras, diz ONU

DUBAI (Reuters) - As partes envolvidas na guerra civil de mais de um ano no Iêmen concordaram em libertar todas as crianças prisioneiras, disse o enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para as conversas de paz no Kuwait, Ismail Ould Cheikh Ahmed, em sua conta oficial no Twitter nesta segunda-feira.

"A libertação incondicional das crianças foi acertada, e a logística da libertação dos detidos nos próximos dias foi abordada", escreveu Ould Cheikh.

O grupo houthi, que tem o Irã como aliado, e o governo iemenita no exílio, apoiado pela Arábia Saudita, estão tentando chegar a um acordo de paz em negociações cuja meta é encerrar uma guerra que já matou pelo menos 6.200 pessoas e causou uma crise humanitária no país mais pobre da Península Arábica.

Nenhuma das delegações de paz das duas partes reunidas no Kuwait comentou de imediato o anúncio do enviado da ONU.

O número de crianças prisioneiras é conhecido, mas fontes políticas do Iêmen dizem que os houthis e o governo submeteram uma lista no final de maio com quase 7 mil nomes de prisioneiros que afirmam estar sob poder das duas partes em guerra.

A entidade humanitária Human Rights Watch disse que os dois lados do conflito estão usando crianças como soldados, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) relatou que 900 crianças foram mortas e 1.300 ficaram feridas durante os combates em 2015.

(Por Hadeel al-Sayegh)

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