Cameron acusa defensores da desfiliação britânica da UE de mentirem

Por William James

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, acusou os defensores da desfiliação britânica da União Europeia de mentirem, dizendo nesta terça-feira que ficou chocado ao ver suas afirmações incorretas em um noticiário na televisão.

Os britânicos irão votar em um referendo no dia 23 de junho para decidir se continuam no bloco de 28 nações, uma decisão de peso para a economia, o comércio, a política, a defesa e a imigração do país e além.

Uma série de pesquisas recentes leva a crer que a campanha do "sai" pode estar ganhando ímpeto.

Cameron, que lidera o campo do "fica", convocou uma coletiva de imprensa inesperada e com pouco aviso prévio durante a qual tentou desviar o foco da imigração, principal linha de ataque de seus opositores e que dominou o debate na semana passada.

Ele enfatizou o grande apoio que seu lado recebeu de uma vasta gama de organizações, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco da Inglaterra e a Organização Mundial do Comércio (OMC), e acusou os defensores do rompimento de contarem diversas "inverdades".      

"É irresponsável. É errado. É hora de a campanha do 'sai' ser desmascarada pela insensatez que está espalhando", disse Cameron.

Cameron citou alertas recentes sobre o impacto econômico de uma desfiliação britânica da UE feitas pela presidente do Fed, o Banco Central norte-americano, Janet Yellen, do executivo-chefe da Hitachi e do diretor-geral da OMC.

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