Forças apoiadas pelos EUA cortam último acesso a cidade síria tomada pelo Estado Islâmico

BEIRUTE (Reuters) - Forças apoiadas pelos Estados Unidos assumiram o controle da última rota de acesso a Manbij, cidade do norte da Síria comandada pelo Estado Islâmico, nesta sexta-feira, completando o cerco ao principal alvo de um grande avanço contra os militantes, informou um grupo de monitoramento.

As Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), auxiliadas por ataques aéreos liderados pelos EUA e forças especiais norte-americanas, lançaram uma ofensiva na semana passada para tomar o último território do grupo extremista na fronteira entre Síria e Turquia, e isolou seu autodenominado califado do resto do mundo.

Outros inimigos do Estado Islâmico, incluindo os governos da Síria e do Iraque, também realizaram grandes ofensivas em outras frentes, o que representou a pressão mais constante sobre os militantes desde a proclamação de seu califado em 2014.

Autoridades das SDF, grupo formado no ano passado para unir poderosas milícias curdas e combatentes árabes anti-Estado Islâmico com endosso de Washington, não puderam ser encontradas de imediato para comentar.

Até quinta-feira as SDF haviam chegado a uma distância da última estrada principal para Manbij de onde podiam alvejar a localidade, que é o último bastião do Estado Islâmico na área fronteiriça a oeste do rio Eufrates. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que as SDF na prática assumiram o controle da última estrada de acesso à cidade no início desta sexta-feira.

"Não há mais nenhuma estrada... estão todas interditadas", afirmou o diretor do Observatório, Rami Abdulrahman.

A ofensiva próxima à divisa é a ação mais ambiciosa realizada na Síria até o momento por um grupo apoiado pelos EUA, que vinham lutando para desenvolver aliados capazes em solo sírio em meio à guerra civil de mais de cinco anos e vários participantes.

As forças das SDF também avançaram sobre a província vizinha de Raqqa, e forças do governo de Damasco e seus aliados, apoiados pela Rússia, abriram uma frente de combate separada contra o Estado Islâmico em Raqqa na semana passada.

O governo iraquiano lançou seu próprio ataque contra Falluja, enclave dos militantes radicais a uma hora da capital Bagdá, do lado oposto do território comandado pelo Estado Islâmico.

(Por John Davison)

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