Kuczynski diz que não dará anistia a Fujimori, mas aceitaria prisão domiciliar

LIMA (Reuters) - O economista Pedro Pablo Kuczynski, que venceu as eleições presidenciais mais disputadas do Peru em cinco décadas, disse após a vitória que não dará anistia ao ex-presidente Alberto Fujimori, hoje preso, em seu governo, mas que assinaria um pedido de prisão domiciliar se o Congresso solicitasse.

Kuczynski derrotou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, no segundo turno da votação, segundo resultado oficial divulgado na quinta-feira, mas o partido político da filha mais velha do ex-mandatário conquistou a maioria absoluta do Congresso.

Ao ser indagado se concederá uma anistia a Fujimori pai, que cumpre uma pena de 25 anos de prisão por abusos de direitos humanos e corrupção, o presidente eleito respondeu com contundência que "não", em uma entrevista à revista local Semana Económica.

"Se o Congresso criar uma lei genérica, não uma lei pessoal, para que pessoas em sua condição cumpram o final da sentença em casa, eu a assinarei", disse o ex-banqueiro de investimentos.

"Não sei se eles (o partido de Keiko) querem fazer isso, eles querem que ele saia pela porta da frente, mas aqui houve um processo, não irei assinar algo sem ter meditado muito sobre isso", acrescentou Kuczynski, de 77 anos.

Fujimori, também de 77 anos, sofre de hipertensão arterial e passou por cinco operações na língua para combater lesões cancerígenas.

Em 2013, o então presidente peruano Ollanta Humala recusou um pedido de indulto para Fujimori apresentado por seus filhos.

(Por Marco Aquino)

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