Boate em Orlando era tributo a irmão gay morto por AIDS

Por Barbara Liston

ORLANDO (Reuters) - A co-proprietária da Pulse, boate noturna em Orlando que se tornou o cenário do maior tiroteio em massa da história dos Estados Unidos neste domingo, criou o clube para homenagear seu irmão que morreu de Aids e apoiar a comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero.

Barbara Poma, cujo irmão morreu em 1991, abriu a Pulse em 2004 com o sócio Ron Legler. O local promoveu os direitos dos homossexuais e realizou eventos em apoio à comunidade gay, como o Venha Com Orgulho para os Jogos Gays, de acordo com o website do clube.

Os clientes da Pulse e membros da comunidade gay em Orlando ficaram abalados neste domingo após um atirador matar 50 pessoas e ferir outras 53 durante a noite, no que a polícia diz ter sido um ataque bem planejado.

O atirador, que manteve a polícia do lado de fora por três horas antes de uma equipe da SWAT o matar, foi identificado como Omar S. Mateen, um residente da Flórida e que pode ter tido inclinações na direção do Estado Islâmico, segundo um funcionário do FBI.

A Pulse é um dos cinco bares gays da cidade da Flórida, um centro para a música latina, com apresentações de drag queens, dançarinos e drinques servidos por garçons musculosos e diversão selvagem. 

"Esta é uma semana na qual irei a funerais. Não sei quem estava lá, mas sei que vou conhecê-los", disse Raymond Michael Sharpe, 55, um barman em outro bar gay, que falou a funcionários e clientes da Pulse que sobreviveram ao tiroteio.

De acordo com ele, Poma está viva, assim como a gerente da Pulse, Cindy Barbalock, que saiu e foi para casa. A Reuters não conseguiu falar com Poma por telefone neste domingo e Legler não quis conversar.

Milhares de pessoas deixaram orações, pêsames e condolências na página da boate no Facebook.

Em seu Facebook, o bartender da Pulse Juan Orrego escreveu: "Estou em casa. OK. Fui baleado apenas na perna. Obrigado a todos pelas orações."

O tiroteio aconteceu às 2:00 da manhã, próximo ao fim de uma das populares noites latinas do clube, com músicas de salsa, merengue e bachata. Muitos dos que buscavam notícias de familiares nos hospitais locais após o tiroteio eram hispânicos. Um cliente assíduo disse ter perdido amigos que também eram clientes.

"Há rostos que víamos sempre", disse Luis Burbano à CNN, descrevendo como ele e seus amigos saíram vivos e tentaram ajudar os feridos. "Ouvimos sobre amigos em comum que não conseguiram."

"Um de nossos amigos bartenders de longa data estava escondido em uma pequena sala com outras dez pessoas, esperando por um milagre, esperando alguém regatá-los."

(Reportagem adicional de Justin Madden em Chicago)

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