EUA investigam relatos de que autor de ataque em Orlando poderia ser gay

Letitia Stein e Peter Eisler

Em Orlando (EUA)

Autoridades norte-americanas estão investigando relatos de que o homem que matou 49 pessoas em uma boate gay em Orlando poderia ser homossexual, mas não abertamente, disseram duas autoridades nesta terça-feira (14), com uma delas descrevendo o massacre como um possível "crime de auto-ódio".

Omar Mateen foi morto a tiros por policiais que invadiram o clube noturno Pulse, em Orlando, na madrugada de domingo (5), pondo fim a um cerco de três horas, iniciado quando o atirador entrou na boate e abriu fogo com uma arma de mão e um fuzil semi-automático AR-15.

Existem diversas possibilidades de motivações. Durante a ação, Mateen fez uma série de chamadas para o número 911, o canal de emergência nos Estados Unidos, durante as quais jurou lealdade ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, cujo grupo ocupa vastas porções do Iraque e da Síria.

Agentes federais disseram que Mateen provavelmente se radicalizou sem orientação externa e que não há evidências de que recebeu instrução ou auxílio de grupos externos, como o Estado Islâmico.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que Mateen se radicalizou por meio de propaganda extremista, "amplamente disponível" na internet. O presidente já havia declarado que o ataque foi um caso de "extremismo cultivado em casa", um ato terrorista e um crime de ódio.

Mateen, de 29 anos, cidadão norte-americano, nasceu em Nova York, filho de pais imigrantes afegãos.

O ataque a tiros foi o mais mortal na história moderna dos EUA e o pior ataque contra a comunidade LGBT.

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