Obama e Hillary criticam Trump por retomar proposta de proibir muçulmanos nos EUA

Por Steve Holland e Roberta Rampton

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a candidata presidencial democrata Hillary Clinton fizeram ataques quase simultâneos a Donald Trump nesta terça-feira, explicitando seu desprezo pelo provável candidato presidencial republicano por sua proposta de proibir a entrada de muçulmanos nos EUA.

Claramente irritado, Obama aproveitou um discurso no Departamento do Tesouro para emitir uma rejeição extraordinária à suspensão de imigração de países com um "histórico de terrorismo", tal como aventada por Trump, em reação ao massacre em uma boate gay da Flórida.

    Sem mencionar o magnata pelo nome, o presidente democrata refutou uma crítica do republicano segundo a qual Obama não emprega o termo "terrorismo islâmico radical" para descrever a militância do Estado Islâmico. Obama a classificou como uma distração política.

"O que exatamente se conseguiria usando tal rótulo, o que exatamente isso mudaria?", indagou Obama. "Alguém pensa seriamente que não sabemos com quem estamos lutando? ... não existe nenhuma mágica na frase islã radical. É um tema político."

Falando a apoiadores em Pittsburgh, Hillary disse que a proposta de seu provável rival fortalece seu argumento de que Trump é temperamentalmente inadequado para servir como presidente, afirmando que o comandante-chefe do país "é um cargo que exige reações calmas, contidas e dignas" a acontecimentos como a matança em Orlando no domingo.

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