Renan deve decidir sobre pedido de impeachment de Janot na próxima 4a-feira

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que deve divulgar na próxima quarta-feira sua decisão sobre pedido de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Renan explicou que na terça-feira foi protocolado o nono pedido de impeachment do PGR. 

"Nós recebemos nos últimos anos 8 pedidos de impeachment do procurador-geral da República... Eu já arquivei 4, porque considerei ineptos", disse Renan nesta quarta. 

"Ontem recebi mais um, o nono. Eu vou analisar e na quarta-feira eu vou dar conhecimento do meu despacho", acrescentou. 

No início deste mês, Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Renan, do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de monitoramento por tornozeleira eletrônica do ex-presidente da República José Sarney. 

Na terça-feira, o ministro do Supremo responsável pela Lava Jato, Teori Zavascki, negou os pedidos de Janot referentes a Renan, Jucá e Sarney, e determinou o fim do sigilo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, firmada no âmbito da Lava Jato.

Janot havia pedido a prisão de Renan e Jucá e o monitoramento de Sarney alegando que o trio estaria buscando obstruir as investigações da operação Lava Jato.

Também nesta quarta, associações do Ministério Público divulgaram nota em defesa da atuação de Janot e criticando o que afirmam ser tentativas de desqualificar o trabalho do Ministério Público Federal.

"No momento em que um membro do Ministério Público move o sistema de Justiça para responsabilizar faltosos, é natural a reação adversa dos chamados a se explicar", afirma a nota, assinada por seis presidentes de associações do Ministério Público.

"Quando a sociedade assiste ataques ao procurador-geral da República, presencia exatamente o mesmo comportamento, apenas com a diferença de que entre os investigados com os quais lida o Chefe do MPU (Ministério Público da União), por força da Constituição, incluem-se algumas das maiores autoridades do país. O PGR, assim como o Ministério Público, age sempre com total imparcialidade, de acordo com a lei, sem olhar a quem."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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