Parlamentar britânica é assassinada e campanhas para referendo são suspensas

Por Craig Brough

BIRSTALL, Inglaterra (Reuters) - Uma parlamentar britânica morreu após ter sido baleada no norte da Inglaterra nesta quinta-feira, causando grande comoção em toda a Grã-Bretanha e a suspensão das campanhas para o referendo sobre a permanência britânica na União Europeia na próxima semana.

Jo Cox, de 41 anos, do partido de oposição Trabalhista e defensora da permanência britânica no bloco europeu, foi atacada enquanto se preparava para um encontro com eleitores de Birstall, perto da cidade de Leeds.

A mídia noticiou que ela foi vítima de facadas e disparos. A polícia de West Yorkshire disse que um homem de 52 anos foi preso nas proximidades e armas, incluindo uma arma de fogo, foram recuperadas. O motivo do ataque ainda não é conhecido.

"Todo o Partido Trabalhista e a família dos trabalhistas – e de fato todo o país – guardaremos o choque do assassinato horrendo de Jo Cox hoje", disse o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, em um comunicado.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a morte de Jo, que era casada e tinha dois filhos e trabalhou na campanha da primeira eleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2008, foi uma tragédia.

"Nós perdemos uma grande estrela", disse o premiê conservador em um comunicado. "Ela era uma grande parlamentar em campanha, tinha muita compaixão, tinha um grande coração. É terrível, é uma notícia terrível."

Os legisladores britânicos não estão realizando sessões até o referendo de 23 de junho, no qual o país decide se permanece no bloco ou não.

As campanhas rivais anunciaram a suspensão das atividades no restante desta quinta-feira, e Cameron disse que irá cancelar um comício agendado em Gibraltar, território britânico na costa sul da Espanha.

Não ficou evidente de imediato qual será o impacto do crime no referendo.

"Está bastante claro que ninguém tem muita certeza do que aconteceu", disse John Curtice, professor de política da Universidade de Strathclyde. "Até que esteja claro quem foi responsável e qual foi ou pode ter sido a motivação, isso só serve para interromper a campanha, embora o lado do 'fica' provavelmente não quisesse que ela fosse interrompida."

Pesquisas de opinião têm mostrado o campo pró-UE atrás dos defensores da desfiliação.

O último parlamentar britânico a ser assassinado em um ataque foi Ian Gow, que morreu depois que uma bomba plantada pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) explodiu debaixo de seu carro em sua casa no sul da Inglaterra em 1990.

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