Milhares protestam contra bases dos EUA em Okinawa após assassinato de japonesa

Por Tim Kelly

NAHA, Japão (Reuters) - Milhares de pessoas se reuniram na ilha japonesa de Okinawa neste domingo em uma das maiores manifestações em duas décadas contra bases militares norte-americanas, após a detenção de um norte-americano suspeito de assassinar uma japonesa.

O protesto marca uma nova baixa para os Estados Unidos e para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, nas relações de ambos com a ilha e ainda ameaça os planos da mudança da Estação Aérea de Futenma para uma área menos populosa da ilha.

Em 1996, após o estupro de uma estudante japonesa de 12 anos de idade por três militares norte-americanos, e estimulados pelas manifestações em massa contra a presença norte-americana, os Estados Unidos e o Japão concordaram em fechar a base de Futenma, localizada em uma área urbana residencial.

O plano, no entanto, está suspenso já que moradores próximo ao novo local proposto protestam contra a medida, preocupados com o barulho, poluição e crime.

Membros da assembleia de Okinawa que se opõem à mudança obtiveram a maioria nas eleições da Assembleia provincial deste mês, renovando o apoio ao governador de Okinawa, Takeshi Onaga, para mudar a base para onde desejar.

Okinawa abriga 50.000 cidadãos norte-americanos, incluindo 30.000 militares e civis empregados nas bases dos EUA.

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