Senado dos EUA irá votar restrições a armas em resposta a massacre de Orlando

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos irá realizar seu maior esforço em anos para aumentar o controle sobre as armas no país nesta segunda-feira, quando vota quatro propostas sobre o tema uma semana depois de o massacre de Orlando ter renovado os clamores para se impedir o acesso de pessoas suspeitas de terrorismo a armas de fogo.

Apesar do pior ataque a tiros da história moderna dos EUA ter desencadeado uma ação rápida no Congresso, não se espera que nenhum dos projetos de lei obtenha os 60 votos necessários para ser aprovado na Casa de 100 membros, já que republicanos e democratas não chegaram a um consenso sobre a abrangência de quaisquer novas restrições a armas.

As propostas, que visam reforçar as verificações de antecedentes para compra de armas, virão na forma de emendas a uma lei orçamentária do Departamento de Justiça.

Embora iniciativas semelhantes tenham fracassado mesmo na esteira de assassinatos em massa em uma escola de ensino básico de Newtown, no Connecticut, em 2012, e em um centro de conferências de San Bernardino, na Califórnia, em 2015, alguns senadores insistem em dizer que a política em relação ao controle sobre as armas está mudando, já que a segurança nacional está ganhando importância no debate.

"Admito que o projeto de lei sobre verificações de antecedentes terá dificuldade de obter os 60 votos, mas ainda temos esperança de fazer com que alguns republicanos a apoiem, impedindo terroristas de conseguir armas", disse o senador Chris Murphy, um democrata de Connecticut, no programa "This Week" da rede ABC no domingo.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada revelou que 71 por cento dos norte-americanos são a favor de regulamentações e restrições no mínimo moderadas para a venda de armas, incluindo 8 dos 10 democratas e seis dos 10 republicanos – essa cifra era de 60 por cento no final de 2013 e no final de 2014.

(Reportagem adicional de Doina Chiacu)

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