Sob protestos, China começa festival de carne de cachorro com discrição

Por Joseph Campbell

YULIN, China (Reuters) - A cidade de Yulin, no sul da China, deu início a seu festival anual de carne de cachorro nesta terça-feira apesar da oposição de ativistas de direitos dos animais, e moradores se queixaram de novas medidas do governo para manter o evento discreto.

Milhares de cães devem ser mortos para serem consumidos durante o festival. Neste mês, os ativistas entregaram às autoridades de Pequim uma petição com 11 milhões de assinaturas protestando contra a celebração, que dizem ser cruel.

Embora só houvesse um pequeno número de cachorros à venda no mercado central da cidade, vários ativistas compraram os animais, que de outra maneira acabariam na grelha.

"Os cães sãos os melhores amigos do homem, os mais leais. Como podemos comer nossos amigos? Me digam", questionou Yang Yuhua, um ativista de direitos dos animais que voou de Chongqing, cidade do sudoeste chinês, para comprar alguns dos animais vendidos no festival deste ano.

Yang gastou mais de mil iuanes (150 dólares) para adquirir dois cachorros enjaulados no mercado.

Os vendedores dizem que esperam fazer bons negócios este ano.

"São muitas, muitas pessoas que gostam (de comer carne de cachorro). É um hábito seu, um hábito meu", disse o vendedor, cujo sobrenome é Zhou.

Apesar das vendas a céu aberto, não se via a palavra chinesa para 'carne de cachorro' em nenhum dos restaurantes especializados em cachorro.

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