Brasil decide liberar importação de feijão para ajudar no combate à inflação

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente interino Michel Temer anunciou nesta quarta-feira a liberação da importação do feijão num esforço para diminuir o preço do alimento, cuja alta recente vem impactando fortemente a inflação.

Em nota no site do Palácio do Planalto, o governo anunciou que a liberação valerá para a importação do feijão da Argentina, Paraguai e Bolívia. Também está sendo estudada a importação do produto do México, após assinatura de acordo sanitário, e da China.

Segundo a nota, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o preço do principal produto na mesa dos brasileiros subiu em função de questões climáticas, que gerou perda de praticamente todas a safra no Centro-Oeste.

O ministro afirmou ainda que outra medida sendo tomada, de negociar com grandes redes de supermercado para que busquem o produto onde há maior oferta.

O preço do feijão-carioca seguiu mostrando força em junho, segundo o IPCA-15, com alta de 16,38 por cento sobre o mês anterior, brecando desaceleração mais intensa de alimentos e bebidas, que subiram 0,35 por cento neste mês, sobre 1,03 por cento em maio.

No acumulado em 12 meses até maio, os preços do feijão-carioca já haviam subido quase 42 por cento.

O clima adverso no país tem provocado repiques na inflação de alimentos, afetando também produtos como soja e milho. O movimento ameaça o início do afrouxamento da taxa básica de juros pelo Banco Central, que vem reafirmando que só cortará a Selic --em 14,25 por cento ao ano desde julho passado-- quando enxergar arrefecimento suficiente na alta de preços domésticos.

(Por Marcela Ayres)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos