BB defende cautela de empresas na escolha do caminho da recuperação judicial

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou nesta quinta-feira que as empresas precisam avaliar com cuidado se o caminho da recuperação judicial é o melhor porque poderão precisar dos bancos no futuro.

O executivo fez o comentário a respeito do anúncio do maior pedido de proteção judicial contra credores da história do país feito pela Oi nesta semana. O BB é credor da operadora de telecomunicações.

"O sistema financeiro tem que usar todos os meios legais e judiciais para recuperar seus ativos", disse o executivo a jornalistas durante evento do setor bancário.

Fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters na véspera que o BB fará uma provisão adicional de cerca de 650 milhões de reais no balanço do segundo trimestre após o pedido de recuperação judicial da Oi. A instituição concedeu empréstimo bancário de 2,4 bilhões de reais à Oi.

Caffarelli comentou ainda a jornalistas, durante evento do setor bancário, que a deterioração do cenário de inadimplência e demanda por crédito parou de piorar em junho.

"Começamos a ver uma reversão do fluxo positivo em termos de inadimplência e demanda por crédito. Essa reversão deve começar a ser sentida nos resultados no BB no segundo semestre", disse o executivo. "Temos um cenário desafiador no segundo semestre, mas vamos nos esforçar para entregar uma rentabilidade no tipo da estimativa (do banco) para 2016", acrescentou.

Segundo Caffarelli, o Banco do Brasil trabalha com cenário de que não precisará de aportes do Tesouro para se enquadrar às regras de capital de Basileia III.

(Por Aluísio Alves)

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