Trump não usará doações para recuperar U$50 mi que emprestou para campanha

Por Ginger Gibson

WASHINGTON (Reuters) - O candidato presidencial republicano Donald Trump perdoou quase 50 milhões de dólares em empréstimos que fez para financiar sua campanha presidencial, disse o magnata nesta quinta-feira, indicando a seus doadores que contribuições futuras serão usadas na luta para vencer a provável candidata democrata Hillary Clinton, e não para ressarcir a si mesmo.

O anúncio de que Trump não irá tentar reaver os recursos por meio de doações foi feito no momento em que seus apoiadores expressam o temor de que ele não tenha dinheiro suficiente para bancar sua campanha para a eleição de 8 de novembro.

"Não tenho absolutamente nenhuma intenção de me pagar os quase 50 milhões de dólares que emprestei para a campanha", afirmou ele em um comunicado.

O empresário nova-iorquino do setor imobiliário deu a entender que pode recorrer novamente à sua riqueza pessoal na corrida pela Casa Branca.

"(Trump) também disse que irá contribuir com uma quantidade de dinheiro adicional significativa", disse Steve Mnuchin, principal arrecadador da campanha do republicano, em uma entrevista à rede de televisão CNBC mais cedo nesta quinta-feira. Ele foi o primeiro a dizer que Trump irá perdoar os empréstimos.

Mnuchin ainda disse ao canal que o candidato desfrutou de um grande aumento de doações na última semana. Segundo ele, Trump arrecadou cerca de 10 milhões de dólares juntamente com o Partido Republicano em eventos de arrecadação nesta semana, além de outros 6 milhões de dólares levantados por meio de contribuições via internet.

"Nós realmente intensificamos nosso esforço este mês", afirmou.

Os entusiastas começaram a se preocupar na segunda-feira, depois que a campanha do ex-apresentador de reality show revelou estar arrecadando pouco. Ele começou junho com meros 1,3 milhão de dólares em conta, muito menos que Hillary, que tinha 42 milhões de dólares no caixa no início do mês.

Mnuchin disse que as cifras de Trump no princípio de junho eram "irrelevantes" porque suas iniciativas de arrecadação só começaram recentemente.

    Os candidatos norte-americanos precisam de muito dinheiro em caixa para financiar uma campanha presidencial, incluindo centenas de milhões de dólares para propagandas na TV.

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