Decisão do Bahrein contra clérigo xiita pode gerar violência, diz líder supremo do Irã

DUBAI (Reuters) - O supremo líder do Irã chamou de "loucura" a decisão de líderes do Bahrein de retirar a cidadania de um clérigo muçulmano xiita, e disse que isso poderia gerar violência por parte dos xiitas, que constituem a maioria no reinado do Golfo, dominado por sunitas.

O discurso feito pelo Aiatolá Ali Khamenei, transmitido pela mídia estatal, aconteceu depois que autoridades sunitas do Bahrein intensificaram as medidas contra os xiitas da ilha e retiraram a cidadania de seu líder espiritual, Aiatolá Isa Qassim.

"Isso é uma evidente loucura e insanidade. Quando ele ainda puder falar ao povo do Bahrein, o xeque Isa Qassim... aconselharia contra ações armadas e radicais", disse Khamenei em declarações na televisão estatal neste domingo.

"Atacar o xeque Isa Qassim significa remover todos os obstáculos que bloqueiam a juventude heróica barenita de atacar o regime."

Em 2011 o Bahrein abafou um levante liderado por xiitas demandando reformas. Desde então, há confrontos entre jovens xiitas e forças de segurança quase diariamente, bem como diversos ataques a bomba.

O Bahrein acusa o Irã de fomentar uma revolta entre sua população xiita e de fornecer apoio financeiro e material, uma acusação que Teerã nega.

Em uma série de medidas nas últimas três semanas, autoridades também fecharam a principal oposição xiita, a Sociedade Islâmica al-Wefaq, dobraram a sentença de prisão do líder do grupo, o xeque Ali Salman, e prenderam o ativista de direitos Nabeel Rajab.

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