Líder do Taliban diz que, para haver paz, forças estrangeiras devem deixar Afeganistão

CABUL (Reuters) - O novo líder do Taliban pediu pelo fim da “ocupação” do Afeganistão por forças estrangeiras como uma medida preliminar para um acordo baseado na lei islâmica, o qual, segundo ele, traria unidade a um país arrasado por décadas de guerra.

Em um de seus primeiros pronunciamentos públicos, o mulá Haibatullah Akhundzada - que foi nomeado o líder do movimento após a morte de seu antecessor, mulá Akhtar Mohammad Mansour, em um ataque por drone dos Estados Unidos em maio - disse que um acordo era possível caso o governo em Cabul renunciasse a seus aliados estrangeiros.

“Apoiar e se aliar a invasores é como o trabalho daqueles seres repugnantes que, em nosso passado, apoiaram os britânicos e os soviéticos”, disse ele em uma mensagem antes da celebração, na próxima semana, do Eid, um dos maiores festivais do calendário islâmico. 

Ele disse que o Taliban tinha um programa que buscava criar um país independente e unido sob a lei islâmica e disse ao governo de Cabul, apoiado pelo ocidente, que “as portas do perdão e da tolerância estão abertas”.

“Nossa mensagem clara é que nós não queremos monopolizar o poder”, disse ele. “Todas as tribos e raças afegãs precisam umas das outras”.

A declaração acontece dois dias após um ataque suicida que matou mais de 30 cadetes da polícia recentemente formados e feriu dezenas mais, e há menos de duas semanas de ataques separados que mataram mais de 20 pessoas em Cabul e na província de Badakhshan, no norte do país.

(Por James Mackenzie)

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