Militantes islâmicos matam 20 pessoas em ataque de 12 horas a restaurante em Bangladesh

Por Serajul Quadir e Ruma Paul

DACA (Reuters) - Militantes islâmicos mataram 20 pessoas dentro de um restaurante chique na capital de Bangladesh, antes de forças de segurança terem entrado no prédio e encerrado o episódio, que durou 12 horas, neste sábado. 

O Estado Islâmico disse ter sido responsável por um dos mais mortais ataques na história do país do sudeste asiático, embora a reivindicação ainda tenha que ser confirmada. 

O episódio marca uma grande escalada na violência de militantes nos últimos 18 meses. Eles têm colocado como alvo, principalmente, indivíduos que advogam por um estilo de vida secular ou liberal em Bangladesh, país de maioria islâmica.  

Os agressores, que entraram no lotado restaurante na região diplomática de Daca na noite de sexta-feira, ordenaram que todos os locais se levantassem antes de começarem a matar estrangeiros, informou uma fonte a parte das investigações da polícia. 

Entre os mortos estava a esposa de um empresário italiano, morta a golpes de facão. Ela foi encontrada por seu marido após ele ter passado a noite escondido atrás de uma árvore do lado de fora do local, enquanto os agressores estavam dentro, disse Agnese Barolo, uma amiga que vive em Daca e que falou com ele.

Nove italianos foram mortos no ataque, disse o ministro de Relações Exteriores do país, e autoridades estavam tentando confirmar o destino de outra pessoa desaparecida. 

Sete cidadãos japoneses também foram confirmados entre os mortos, segundo o secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshihide Suga.

O ministro indiano de Relações Exteriores informou pelo Twitter que uma estudante indiana de 19 anos foi morta no ataque.

O assassinato de estrangeiros deve prejudicar a confiança da comunidade de expatriados em Bangladesh, muitos dos quais trabalham para multinacionais na indústria têxtil de 26 bilhões de dólares do país, que responde por cerca de 15 por cento da economia. Bangladesh é o segundo maior exportador de vestuário do mundo, atrás da China. 

Treze reféns foram resgatados, incluindo um japonês e dois do Sri Lanka, disse o Exército. 

Um porta-voz do Exército, o coronel Rashidul Hasan, disse não poder confirmar as nacionalidades dos mortos. Muitos deles haviam sido mortos por “armas afiadas”, afirmou.

Hasan disse inicialmente que parecia que todas as vítimas eram estrangeiras, mas agora o Exército acredita que alguns locais também estavam entre os mortos.  

Seis agressores foram mortos durante a operação da polícia e um foi capturado, disse o primeiro-ministro Sheikh Hasina em discurso televisionado após mais de 100 soldados terem concluído a operação no restaurante. Dois policiais foram mortos.

((Tradução Redação Brasília, 5561 3426-7021)) REUTERS MA

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