Famílias de japoneses mortos em ataque em Bangladesh seguem em choque para o país

TÓQUIO (Reuters) - As famílias dos sete japoneses mortos por militantes islâmicos em Bangladesh se preparavam neste domingo para recuperar os restos mortais de seus entes queridos, em choque após um dos mais letais ataques na história da nação sul-asiática.

"Estou muito amargurada", disse à Reuters Fumie Okamura, mãe da vítima Makoto Okamura, 32, antes das famílias embarcarem em um vôo do governo para Daca, capital de Bangladesh, onde 20 pessoas foram mortas em um sofisticado restaurante na sexta-feira.

O ministro de Relações Exteriores, Fumio Kishida, se encontrou com as famílias antes da partida e prometeu apoio do governo.

Makoto Okamura, funcionário da empresa de consultoria em construção Almec Corp, estava trabalhando em um projeto de transporte urbano encomendado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão, que gerencia projetos de ajuda no exterior do governo japonês.

"Meu filho queria ajudar países em desenvolvimento", afirmou sua mãe à Reuters por telefone, de sua casa na periferia de Tóquio.

O Japão tem se envolvido fortemente em projetos de infraestrutura em Bangladesh desde que o primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu em 2014 fornecer suporte para o país, um dos mais pobres do mundo.

"Foi um ato imperdoável de terrorismo", afirmou Abe a repórteres depois de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir o ataque de sexta-feira.

O chefe de Makoto Okamura, Tamaoki Watanabe, foi resgatado após ser baleado no ataque. Seis outros homens e mulheres japoneses com idades entre os vinte a oitenta anos foram mortos, segundo o secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshihide Suga.

(Por Tetsushi Kajimoto)

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