Papa critica países que falam de paz na Síria, mas fornecem armas

VATICANO (Reuters) - O papa Francisco criticou nesta terça-feira países que fornecem armas às diferentes partes em conflito na Síria ao mesmo tempo em que falam de paz. 

O pontífice não deu nome a nenhum país. O governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, recebe ajuda militar e outros tipos de auxílio da Rússia e do Irã, ao passo que alguns grupos de oposição têm o apoio de potências de governos sunitas do Oriente Médio, e também do Ocidente. 

“Enquanto pessoas sofrem, quantidades incríveis de dinheiro estão sendo gastas para fornecer armas a combatentes. E alguns dos países fornecendo estas armas estão entre os que realizam conversas de paz”, disse Francisco em uma mensagem de vídeo para um grupo filantrópico que realizou uma conferência sobre a Síria.

“Como você pode acreditar em alguém que acaricia você com a mão direita e bate em você com a esquerda?”

Mais de 250 mil pessoas foram mortas e 11 milhões foram deslocadas na guerra civil da Síria, que já dura cinco anos. O conflito, inclusive, gerou a maior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As conversas de paz patrocinadas pela ONU estagnaram. O enviado da entidade à Síria disse ao Conselho de Segurança da ONU na semana passada que permanecia incerto quando a próxima rodada de conversas aconteceria. 

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