Obama defende medida contra racismo da polícia após morte de 2 cidadãos negros

Em Washington

IMAGENS FORTES: Mulher filma namorado sendo morto pela polícia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que a morte a tiros de dois homens negros por policiais em Minnesota e em Louisiana nesta semana sublinharam a necessidade do país de falar sobre "a aparência ou realidade do preconceito racial" no policiamento.

"Esses tiroteios fatais não são incidentes isolados", disse Obama em uma postagem no Facebook. "Eles são sintomáticos dos maiores desafios no nosso sistema de justiça criminal, das divergências raciais que aparecem no nosso sistema ano após ano, e da consequente falta de confiança que existe entre as autoridades e muitas das comunidades às quais eles servem."

As mortes de Philando Castle em uma abordagem policial em Falcon Heights, no Minnesota, e Alton Sterling em uma loja de conveniência em Baton Rouge, no Louisiana, foram os mais recentes de uma série de mortes a tiros que levaram a pedidos de uma revisão na forma como a polícia interage com a comunidade negra.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira que está preparado para investigar a morte de Castle, registrada em vídeo pela sua namorada e publicado nas redes sociais. O governador de Minnesota, Mark Dayton, pediu ao Departamento de Justiça que iniciasse uma investigação sobre a morte de Castile durante uma abordagem policial no trânsito na quarta-feira.

"O Departamento está preparado, como necessário, para conduzir mais investigações e considera esse assunto sob lei federal vigente", declarou o Departamento de Justiça em comunicado.

Numa blitz no trânsito perto de Minneapolis na quarta-feira, Castile se tornou o 123° norte-americano negro morto a tiros pela polícia em 2016, segundo um banco de dados do Washington Post que contabiliza essas mortes.

Castile disse à polícia que ele estava armado, afirmou a sua namorada Diamond "Lavish" Reynolds a jornalistas nesta quinta. Ela estava com Castile quando ele foi baleado e fez um vídeo com os desdobramentos imediatos da ação. O vídeo foi publicado no Facebook e alcançou grande circulação nas redes sociais.

A mãe da vítima, Valerie Castile, afirmou à CNN que o filho tinha uma autorização para portar uma arma escondida, assim como a irmã dele.

Cerca de 1 em cada 17 habitantes de Minnesota aptos tem uma autorização para portar uma arma escondida, uma média um pouco maior do que a nacional, de acordo com defensores do direito a armas.

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