EUA reduzem número de observadores de discriminação racial nas eleições

Por Julia Harte

WASHINGTON (Reuters) - Observadores federais poderão ser enviados para apenas cinco Estados este ano para acompanhar as eleições presidenciais norte-americanas, em um dos mais baixos contingentes desde que uma lei federal foi aprovada em 1965 para colocar fim à discriminação racial nas urnas.

O plano, confirmado em um documento do Departamento de Justiça visto pela Reuters, reflete as mudanças decorrentes de uma decisão da Suprema Corte de 2013 que derrubou parte da legislação, uma das grandes conquistas do movimento pelos direitos civis da década de 1960.

Defensores dos direitos eleitorais disseram à Reuters estarem preocupados que a redução no número de observadores tornaria mais difícil detectar e combater esforços para intimidar eleitores, especialmente nos Estados do sul, que têm histórico de discriminação racial nas eleições.

A Suprema Corte derrubou uma fórmula usada para calcular quais Estado deveriam obter aprovação federal antes de mudar legislações eleitorais.

Ao fazer isso, a Suprema Corte retirou o poder do Departamento de Justiça de selecionar quais áreas de votação correm risco de discriminação racial e enviar observadores até lá, disse o documento.

Onze Estados, principalmente do sul dos EUA, haviam sido identificados para envio de observadores federais pelo Departamento de Justiça.

Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar o documento ou dizer quantas pessoas serão enviadas para monitorar a votação antes das vésperas de 8 de novembro, quando o republicado Donald Trump e a democrata Hillary Clinton irão se enfrentar na disputa pela Casa Branca.

Em recentes eleições presidenciais, o Departamento de Justiça enviou mais de 780 pessoas para monitorar as eleições em todo o país.

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