Dezoito manifestantes são detidos em Cleveland após confronto com a polícia

Por Scott Malone e Kim Palmer

CLEVELAND (Reuters) - A polícia da cidade norte-americana de Cleveland prendeu 18 pessoas depois de confrontos com alguns manifestantes que tentaram atear fogo a uma bandeira dos Estados Unidos perto da entrada do ginásio onde o Partido Republicano oficializou Donald Trump como seu candidato presidencial, disseram autoridades.

Dois dos presos foram acusados de agressão intencional a um policial depois que agentes da corporação tentaram confiscar a bandeira, disse o chefe de polícia de Cleveland, Calvin Williams, a repórteres. As calças de alguns dos manifestantes pegaram fogo durante o incidente.

"O que quer que tentassem fazer com a bandeira, quando estávamos tentando apagá-lo (o fogo) e eles tentavam mantê-lo à distância, as pernas de suas calças pegaram fogo", afirmou Williams, que estava presente ao protesto.

"A acusação foi de agressão a um policial porque o policial tentou apagar quando viu (a bandeira) sendo queimada, e também havia pessoas contra os manifestantes que tentavam tomá-la", disse.

Quinze das 16 pessoas presas foram acusadas de incitar a violência perto da Quicken Loans Arena, que estava lotada, segundo a polícia, que não informou a acusação que pesa sobre o último manifestante.

Queimar a bandeira dos EUA é um ato protegido pela Primeira Emenda da constituição do país, que garante a liberdade de expressão. Nenhum dos manifestantes foi acusado por incendiá-la.

O incidente de quarta-feira representou o maior número de prisões dos quatro dias da convenção, que termina nesta quinta-feira – a cifra total foi de 23 prisões, de acordo com as autoridades.

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