Comissão do impeachment concede mais um dia para defesa de Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da comissão do impeachment do Senado, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu um dia a mais de prazo para a presidente afastada Dilma Rousseff apresentar suas alegações finais ao colegiado, acatando em parte pedido de prorrogação feito pela defesa da petista.

Representantes de Dilma haviam pedido mais dois dias de prazo porque os documentos referentes ao processo que pede a cassação do mandato da presidente afastada ficaram indisponíveis no sistema do Senado durante o fim de semana, o que impossibilitou à defesa da presidente afastada ter acesso, segundo a assessoria de imprensa de Dilma.

Em sua decisão, Lira afirmou que já havia sido anunciada com antecedência no próprio site do Senado a indisponibilidade momentânea dos serviços para manutenção programada, e que o sistema permite que os arquivos sejam baixados para consulta sem necessidade de acesso à internet.

Dessa forma, o presidente da comissão do impeachment decidiu acolher em parte as razões da defesa e concedeu prazo adicional de 24 horas, até o término do expediente da quinta-feira, 28 de julho, para a apresentação das alegações finais de Dilma.

Afastada desde maio, Dilma é acusada de crime de responsabilidade por atrasos de repasses do Tesouro ao Banco do Brasil por conta do Plano Safra e pela edição de decretos com créditos suplementares sem autorização do Congresso. Ela nega quaisquer irregularidades.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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