Privatização de distribuidoras da Eletrobras começa no 2º tri de 2017, prevê novo CEO

BRASÍLIA (Reuters) - A Eletrobras pretende iniciar no segundo trimestre do ano que vem as privatizações de seis distribuidoras de energia no Norte e Nordeste que estão sob seu controle, em um processo que vai se estender até o fim de 2017, disse nesta quarta-feira o novo presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr..

Na semana passada, os acionistas da holding aprovaram a venda das empresas até o fim de 2017, desde que recebam recursos para manter as operações e fazer investimentos até aos leilões. Os recursos devem vir de fundos do setor elétrico.

As empresas que serão privatizadas são as distribuidoras Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas), Eletroacre, Ceron (Rondônia), Boa Vista Energia (Roraima) e Amazonas Energia.

Questionado após sua posse pelos jornalistas sobre a eventual venda das participações da Eletrobras em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) nas áreas de geração e transmissão, possibilidade já mencionada por outros integrantes do governo, Ferreira Jr. foi cauteloso.

Ele disse que, por enquanto, "decisão de vender ativos só temos para as distribuidoras".

Segundo ele, as eventuais vendas participações em SPEs terão de ser analisadas com cuidado, porque há projetos que estão em andamento ou prestes a iniciar a operação, que podem ajudar a fazer caixa para o grupo.

O executivo disse que não será necessário reajuste extraordinário de tarifa para reequilibrar as contas das distribuidoras que serão privatizadas, mas que elas terão reajustes ordinários que as ajudarão a melhorar o desempenho econômico e financeiro, "condição necessária para fazer uma boa venda", destacou.

(Por Leonardo Goy)

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