Mesmo com problemas, Rio ainda é uma cidade a ser visitada

Por Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Você já viu os cartões postais e provavelmente leu as manchetes: o Rio de Janeiro é um deslumbre e uma confusão ao mesmo tempo.

Quando a capital fluminense sediar a primeira Olimpíada da América do Sul, a partir de 5 de agosto, seus visitantes verão uma cidade cuja topografia espetacular --montanhas verdejantes se debruçando sobre praias lotadas e animadas-- divide espaço com alguns dramas da vida cotidiana do carioca.

Apesar da violência, da desigualdade gritante e da poluição das águas da Baía de Guanabara, o esplendor natural do Rio faz com que até os moradores brinquem dizendo que, por mais que tentem, por alguma razão nunca conseguem destruir a cidade.

Olhando de cima, seja do topo do Pão de Açúcar ou das alturas do Parque Nacional da Tijuca, é possível ver os contrastes entre ruas concorridas e a floresta habitada por macacos, tucanos e jiboias.

Lá embaixo, as diferenças demográficas são igualmente gritantes.

Condomínios de apartamentos de luxo e mansões ficam ao lado das favelas e da penúria urbana. Os restaurantes e os shopping centers de luxo estão repletos de clientes, mesmo em meio a uma recessão que tem deixado hospitais e escolas públicas carentes de recursos.

É claro que os visitantes que chegam para a Olimpíada do Rio de Janeiro podem não ver muito mais da cidade do que o espetáculo dos Jogos, e é impossível absorver toda a metrópole de uma só vez.

Mas para quem puder, o Rio continua sendo uma cidade a ser visitada.

Para uma galeria de imagens, visite: https://widerimage.reuters.com/story/postcards-from-rio

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