Obama pede a eleitores dos EUA que levem Hillary Clinton à Casa Branca

Por Jeff Mason e Alana Wise

FILADÉLFIA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, projetou um quadro otimista para o futuro norte-americano e ofereceu apoio total à campanha de Hillary Clinton para derrotar o adversário republicano Donald Trump na disputa pela Presidência, em um discurso que empolgou o público na convenção do Partido Democrata.

Obama pediu aos democratas que permitam a Hillary terminar o trabalho que ele iniciou com sua própria eleição há quase oito anos, em um discurso que coroou a noite em que membros do partido usaram o palco para contrastar Hillary e Trump, visto pelos democrata como uma ameaça aos valores dos EUA.

"Nunca houve um homem ou mulher, nem eu, nem Bill --ninguém mais qualificado do que Hillary Clinton para servir como presidente dos Estados Unidos", disse Obama em meio a aplausos na noite de quarta-feira na convenção realizada na Filadélfia.

Hillary Clinton, esposa do ex-presidente Bill Clinton, irá aceitar formalmente a nomeação do partido em discurso no final da convenção, na noite desta quinta-feira. A eleição presidencial acontece em 8 de novembro.

Seu discurso será observado com atenção para ver se poderá oferecer um argumento convincente sobre a realização de mudanças e, ao mesmo tempo, também representar o legado de Obama, que encerra seu segundo mandato com altos níveis de aprovação.  

“Nesta noite, peço que façam por Hillary Clinton o que fizeram por mim. Peço que a carreguem do mesmo jeito que me carregaram”, disse Obama. Quando ele terminou de falar, Hillary entrou no palco e eles se abraçaram e acenaram para a multidão. 

Os dois foram rivais na dura campanha das primárias pela nomeação do Partido Democrata em 2008. Após vencer aquela eleição e se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Obama nomeou Hillary como secretária de Estado, uma posição que ele manteve até 2013.

Republicanos têm descrito Hillary como uma pessoa muito próxima do poder em Washington que representaria um “terceiro mandato” para o que consideram políticas fracassadas da administração de Obama, eleito para um segundo mandato em 2012. 

Falando a delegados democratas, Obama ofereceu uma alternativa à visão de Trump, que descreve os EUA como um país refém de imigrantes ilegais, de criminalidade e de terrorismo, e que está perdendo influência no mundo. 

“Estou mais otimista sobre o futuro da América do que nunca antes”, disse Obama no Wells Fargo Center, uma arena de basquete.

Ex-primeira-dama dos Estados e ex-senadora, Hillary fez história na terça-feira ao se tornar a primeira mulher a assegurar uma nomeação presidencial dos EUA de um grande partido. Ela promete combater desigualdade, apertar o controle sobre armas e controlar os abusos de Wall Street caso se torne presidente. 

Obama também criticou o slogan da campanha de Trump que promete “Fazer a América Grande de Novo”.

“A América já é grande. A América já é forte. E garanto a vocês que nossa força, nossa grandiosidade, não dependem de Donald Trump”, disse.

Trump respondeu a Obama no Twitter, escrevendo: “Nosso país não parece ‘grandioso’ para milhões de pessoas maravilhosas vivendo na pobreza, violência e desespero”.

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