Economia dos EUA cresce 1,2% no 2º tri com queda dos estoques, menos que o esperado

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos cresceu bem menos do que o esperado no segundo trimestre uma vez que os estoques caíram pela primeira vez em quase cinco anos, mas a alta dos gastos do consumidor indica força implícita.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 1,2 por cento, após avanço ao ritmo revisado de 0,8 por cento no primeiro trimestre, informou o Departamento do Comércio nesta sexta-feira. Anteriormente havia sido divulgada expansão de 1,1 por cento no primeiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters esperavam expansão de 2,6 por cento no segundo trimestre.

Embora a queda nos estoques tenha pesado sobre o crescimento do PIB no trimestre passado, ele deve dar um impulso à produção para o resto do ano. Excluindo os estoques, a economia cresceu a uma taxa de 2,4 por cento. A medida de demanda doméstica expandiu 2,7 por cento.

O Federal Reserve, banco central norte-americano, disse na quarta-feira que os riscos de curto prazo ao cenário econômico tinham "diminuído".

O governo também publicou revisões dos dados desde 2013 até o primeiro trimestre de 2016. As revisões tratam parcialmente de questões de medição, que tendem a reduzir as estimativas do PIB do primeiro trimestre. O crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2015 foi revisado fortemente para cima a 2,0 por cento, ante 0,6 por cento informado anteriormente.

GASTOS DOS CONSUMIDORES

Os gastos do consumidor foram responsáveis por quase toda a recuperação do crescimento do PIB no segundo trimestre. Os gastos dos consumidores, que correspondem a mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram a uma taxa de 4,2 por cento. Esse foi o ritmo mais rápido desde o quarto trimestre de 2014.

Essa taxa de crescimento é provavelmente insustentável, mas economistas dizem que o aperto do mercado de trabalho, o aumento dos preços de moradias e as poupanças mais elevadas devem sustentar os gastos pelo resto de 2016.

O acúmulo de estoques por parte das empresas caiu a uma taxa de 8,1 bilhões de dólares no segundo trimestre, a primeira queda desde o terceiro trimestre de 2011, ante um aumento de 40,7 bilhões de dólares no primeiro trimestre.

Como resultado, o investimento em estoques subtraiu 1,16 ponto percentual do crescimento do PIB no último trimestre, maior peso em mais de dois anos. Esse foi o quinto trimestre consecutivo em que os estoques pesaram na produção.

Apesar dos efeitos prolongados da alta do dólar e da demanda global fraca, as exportações cresceram no segundo trimestre, ajudando a reduzir o déficit comercial. O comércio somou 0,23 ponto percentual ao crescimento do PIB.

Os gastos das empresas em equipamentos se contraíram pelo terceiro trimestre consecutivo, o mais longo período desde a recessão de 2007 a 2009, embora o ritmo de declínio tenha desacelerado. Os gatos das empresas em equipamentos caíram a uma taxa de 3,5 por cento, depois de terem recuado a um ritmo de 9,5 por cento no primeiro trimestre.

Os gastos das empresas foram afetados pelos preços mais baixos do petróleo, que têm comprimido os lucros no setor de energia, forçando as empresas a cortar os orçamentos com gastos de capital. Economistas dizem que a incerteza com a demanda global e a eleição presidencial nos EUA também estão deixando as empresas cautelosas com os gastos.

O investimento em estruturas não residenciais caiu 7,9 por cento. Houve quedas também no investimento em construção residencial e gastos do governo.

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