Agência antidoping defende momento de relatório sobre Rússia após crítica do COI

Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Mundial Antidoping (Wada) defendeu nesta segunda-feira a data da publicação de um relatório de doping sobre a Rússia, um dia depois de o Comitê Olímpico Internacional (COI) culpar a agência pela incerteza a respeito da participação dos atletas russos na Olimpíada do Rio de Janeiro.

O relatório independente da Wada, compilado pelo professor de Direito Richard McLaren, foi divulgado em 18 de julho, descrevendo a prática sistemática de doping com patrocínio estatal na Rússia e provocando uma série de sanções poucos dias antes do início dos Jogos Rio 2016, em 5 de agosto.

"O comitê executivo da Wada... apoiou o mandato independente do professor McLaren, que era obter indícios tão rapidamente quanto possível no interesse dos atletas limpos", disse o chefe da agência, Craig Reedie, em um comunicado."Embora isso seja desestabilizador na véspera dos Jogos, é óbvio, dada a seriedade das revelações que ele trouxe à tona, que elas tinham que ser publicadas e desencadear ações sem demora$escape.getQuote().Como resultado, só um integrante da equipe de atletismo da Rússia foi liberado para competir, enquanto dezenas de russos praticantes de outros esportes foram banidos da Rio 2016 devido a sanções por doping recebidas anteriormente.Mais de 250 atletas russos, de uma equipe original de 387, tiveram permissão para participar, mas aguardam ainda para esta semana o sinal verde de um conselho de três membros do COI que têm a palavra final.No domingo o COI disse não ter responsabilidade pela incerteza, atribuindo a culpa explicitamente à Wada e à divulgação do relatório McLaren em julho."Não somos responsáveis pela ocasião do relatório McLaren, ou pelo fato de que informações diferentes que foram oferecidas à Wada alguns anos atrás não tiveram prosseguimento", afirmou o presidente do COI, Thomas Bach.Não somos responsáveis pela supervisão dos laboratórios de doping. O COI não pode ser responsabilizado pela ocasião dos incidentes que agora temos que enfrentar, alguns dias antes dos Jogos".  A Wada recebeu informações de delatores alguns anos atrás, mas não agiu rapidamente. A agência havia exigido o banimento total dos atletas russos na esteira do relatório McLaren, mas o COI permitiu que aqueles que não têm registros de doping e exames internacionais de drogas suficientes compitam, dizendo que seria injusto punir atletas limpos e fraudadores igualmente.

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