Governo Obama nega que pagamento ao Irã tenha sido resgate por presos

WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que 400 milhões de dólares em dinheiro vivo pagos pelos Estados Unidos ao Irã logo depois da libertação de cinco norte-americanos detidos por Teerã não foram um resgate como alguns republicanos acusaram.

Os cinco, incluindo o repórter do Washington Post Jason Rezaian, foram soltos em 16 de janeiro em troca de sete iranianos detidos nos Estados Unidos por violações de sanções. O acordo de troca coincidiu com a suspensão das sanções internacionais contra Teerã.

Os EUA afirmaram que resolveram na época uma reivindicação de longa data dos iranianos no Tribunal de Queixas entre o Irã e os EUA em Haia, liberando 400 milhões de dólares em recursos congelados desde 1981, mais 1,3 bilhão de dólares em juros devidos aos iranianos.

Os recursos eram parte de um fundo usado pelo Irã antes da Revolução Islâmica de 1979 para comprar equipamentos militares dos EUA, que estava bloqueado há décadas e em litígio no tribunal.

“A ligação entre a libertação de presos e o pagamento ao Irã é completamente falsa”, disse John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado via Twitter em resposta a artigo do Wall Street Journal que disse que Washington havia secretamente organizado o envio do dinheiro.

Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, rebateu de forma acalorada sugestões de que a transferência de dinheiro para o Irã havia sido um resgate ou um segredo. “Os EUA, no comando do presidente Obama, não pagaram resgate para libertar norte-americanos presos injustamente no Irã e não vai pagar resgate”, declarou ele.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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