Novo lançamento de míssil da Coreia do Norte atinge área próxima a águas japonesas

Por Ju-min Park e James Pearson

SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte lançou um míssil balístico nesta quarta-feira que atingiu pela primeira vez áreas dentro ou próximas a águas controladas pelo Japão, no mais recente ato em uma série de lançamentos do país, em ato de desafio às resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O míssil atingiu a zona de exclusão econômica do Japão, disse uma autoridade da Defesa do Japão, aumentando tensões regionais já altas após uma série de lançamentos de mísseis neste ano e a decisão dos Estados Unidos de implementar um sofisticado sistema antimísseis na Coreia do Sul.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, descreveu o lançamento como uma "grave ameaça" ao Japão e disse que Tóquio "protestou fortemente". O Japão também informou que suas forças de defesa irão permanecer em alerta em caso de novos lançamentos.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano criticou o lançamento e disse que ele "só aumenta a determinação da comunidade internacional para se contrapor" às ações norte-coreanas.

O Comando Estratégico dos EUA disse ter detectado dois mísseis, um dos quais afirma ter explodido imediatamente depois de ser lançado.

O míssil que caiu no Mar do Japão foi disparado perto das 7h50 (do horário de Seul) de uma região da província de Hwanghae do Sul, a sudoeste da capital da Coreia do Norte, Pyongyang, informou o Escritório do Estado-Maior Conjunto sul-coreano em um comunicado.

O lançamento mostrou a ambição norte-coreana de "atacar direta e amplamente países vizinhos e visar vários locais da República da Coreia, como portos e campos aéreos", disse a autoridade sul-coreana, usando o título oficial de seu país.

O míssil pareceu ser um projétil de médio alcance do tipo Rodong e percorreu cerca de mil quilômetros, disse.

No final deste mês os EUA irão iniciar exercícios anuais de larga escala com sua aliada Coreia do Sul que diz serem defensivos por natureza, e não provocações. Pyongyang normalmente protesta contra os exercícios, que afirma serem o ensaio de uma invasão. 

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