Vítimas israelenses da Olimpíada de 1972 recebem homenagem após 44 anos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As viúvas de dois dos 11 israelenses assassinados por atiradores palestinos na Olimpíada de Munique em 1972 obtiveram o reconhecimento que buscaram por muito tempo com uma cerimônia e um minuto de silêncio na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.

Andre, marido de Ankie Spitzer e treinador de esgrima, foi assassinado junto com o levantador de peso Joseph Romano, cuja esposa, Ilana Romano, também esteve presente na cerimônia liderada pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

"Isto é um encerramento para nós. É incrivelmente importante. Nós aguardamos 44 anos para ter essa lembrança e reconhecimento para nossos entes queridos que foram brutalmente assassinados em Munique", disse Ankie a repórteres no recém-estabelecido local de luto.

Parentes das vítimas solicitaram por muito tempo um minuto de silêncio nas cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos.

Bach inaugurou o Local de Luto, que agora será uma característica de todas as Olimpíadas, com duas pedras da antiga Olímpia envolvidas em vidro em uma parte arborizada da vila dos atletas.

"Hoje, a inauguração do Local de Luto nos dá a oportunidade de relembrar aqueles que faleceram nos Jogos Olímpicos", disse Bach a um pequeno grupo que incluiu autoridades do COI, autoridades da equipe de Israel e atletas, além de Ankie e Ilana.

(Por Karolos Grohmann)

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