Bovespa fecha em alta e renova máxima desde maio de 2015; Braskem dispara

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira, superando momentaneamente os 58 mil pontos pela primeira vez desde maio de 2015, com as ações da petroquímica Braskem disparando 11 por cento após resultado trimestral.

O Ibovespa subiu 0,91 por cento, a 57.593 pontos, maior nível de fechamento desde 5 de maio de 2015. No melhor momento da sessão, alcançou 58.030 pontos, máxima intradia desde 6 de maio de 2015. O volume financeiro somou 7,97 bilhões de reais.

A melhora dos preços do petróleo endossou o avanço no pregão brasileiro, assim como a decisão do banco central inglês de cortar os juros pela primeira vez desde 2009, o que favorece o ambiente de capital barato no mundo.

Notícias corporativas também influenciaram os negócios, bem como esteve sob os holofotes a votação na comissão especial do Senado que analisa o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, que aprovou parecer pela pronúncia da petista, considerando que há elementos suficientes para levá-la a julgamento final por crime de responsabilidade.

DESTAQUES

- BRASKEM saltou 10,8 por cento, maior alta desde julho de 2015, após divulgação do balanço do segundo trimestre - que o BTG Pactual considerou uma agradável surpresa - e melhora nas expectativas da petroquímica em relação à demanda em 2016. No ano, os papéis ainda acumulam declínio superior a 20 por cento.

- GERDAU avançou 5,1 por cento, com o setor siderúrgico na ponta positiva do Ibovespa. O Credit Suisse elevou a recomendação de Gerdau para "outperform", com elevação do preço-alvo do papel de 8,50 para 12 reais.

- BM&FBOVESPA subiu 4,4 por cento, dando a maior contribuição positiva para o índice, conforme analistas veem a ação entre as mais beneficiadas pela recuperação da economia, com dados operacionais de julho no radar.

- CEMIG ganhou 4,54 por cento, após confirmar que pretende vender parte de suas ações na transmissora de energia Taesa, dentro dos esforços para reduzir a sua dívida. Taesa, que não está no Ibovespa, caiu 8,31 por cento.

- ULTRAPAR valorizou-se 1,06 por cento, após seu Conselho de Administração aprovar proposta para associação entre sua subsidiária Ipiranga e a Chevron, a fim de criar nova empresa no mercado de lubrificantes no Brasil.

- ITAÚ UNIBANCO subiu 0,57 por cento, renovando máxima histórica de fechamento, enquanto BRADESCO avançou 1,08 por cento, se aproximando do recorde histórico de fechamento, registrado no mês passado, em sessão positiva para as ações de bancos. BANCO DO BRASIL subiu 2,68 por cento e SANTANDER BRASIL ganhou 2,11 por cento.

- PETROBRAS encerrou com as preferenciais em alta de 0,92 por cento e as ordinárias com acréscimo de 0,15 por cento, apesar de alta forte nos preços do petróleo.

- VALE encerrou com as preferencias com variação positiva de 0,06 por cento e com as ordinárias em baixa de 0,32 por cento, após fortes ganhos na véspera, na esteira do declínio dos preços do minério de ferro à vista na China.

- ESTÁCIO e KROTON caíram 4,58 e 0,97 por cento, respectivamente, em meio a preocupações ligadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em um contexto de esforço fiscal do governo.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE recuou 4,63 por cento, no pior desempenho do índice, e FIBRIA caiu 3,01 cento, afetadas pela queda de mais de 1 por cento do dólar ante o real.

- MAGAZINE LUIZA, que não está no Ibovespa, subiu 12,61 por cento, para a cotação máxima desde fevereiro de 2015, apoiada na repercussão positiva do resultado da varejista no segundo trimestre.

- LIGHT, também de fora do Ibovespa, saltou 8,44 por cento, para a máxima em cerca de 1 ano, entre as maiores altas do índice Small Caps apesar de resultado considerado fraco para o segundo trimestre, conforme analistas veem a empresa como alvo de aquisições. Na mesma linha, ELETROPAULO subiu 5,69 por cento.

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