Itália investiga empresa de coleta de lixo de Roma, enquanto detritos se acumulam nas ruas

ROMA (Reuters) - O organismo anticorrupção da Itália está investigando a agência de gerenciamento de resíduos públicos de Roma, em meio a um temor crescente de que os problemas de manejo do lixo que atormentam a capital possam se tornar críticos.

O porta-voz da Autoridade Nacional Anticorrupção (Anac, na sigla em italiano) confirmou o início de uma investigação preliminar, relatada pela agência de notícias Ansa nesta quinta-feira, mas não pôde dar detalhes.

Roma vem sofrendo há anos com o descarte do lixo, e a administradora de resíduos AMA – assolada por uma taxa recorde de absenteísmo de funcionários, ineficiência e supostos laços com a corrupção – levou a culpa muitas vezes.

O lixo vem se acumulando nas ruas nas últimas semanas, e em alguns lugares se transformou em pilhas malcheirosas devido ao calor do verão local, apesar de os romanos pagarem uma das taxas municipais de coleta de lixo mais altas do país.

O ex-executivo-chefe da AMA é uma das dezenas de pessoas acusadas de corrupção em um caso em andamento contra autoridades e mafiosos, que supostamente se mancomunaram para fraudar licitações públicas.

Ninguém do escritório de mídia da AMA foi encontrado de imediato para comentar.

"A situação atual é muito difícil, com condições extremas em todos os bairros da cidade", disse o ministro do Meio Ambiente, Gian Luca Galletti, um centrista que apóia a coalizão de governo do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, ao parlamento na quarta-feira.

A prefeita recém-empossada da capital, Virginia Raggi, do anti-establishment Movimento 5 Estrelas, capitalizou a exasperação com a corrupção e os serviços ruins para conquistar os votos dos romanos na eleição de junho.    

Reformar a AMA é um dos planos que Raggi revelou na prefeitura na semana passada. Ela disse que a empresa tem cerca de 600 milhões de euros em dívidas, altos custos industriais e baixa eficiência.

Galletti disse que Roma precisa construir novas estações de tratamento de lixo com urgência e pediu ação a Raggi e ao presidente da região de Lácio, nos arredores de Roma.

    (Por Isla Binnie)

((Traduição Redação São Paulo, +5511 56447719))

RBS

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