Obama alerta Trump a não divulgar detalhes de informes de segurança

Por Jeff Mason e Timothy Gardner

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou na quinta-feira que Donald Trump irá receber informes de segurança nacional antes da eleição presidencial de novembro, mas alertou o candidato republicano, que chamou de "despreparado" para a função, que as informações das reuniões devem permanecer secretas.

Obama, um democrata que declarou apoio a sua ex-secretária de Estado Hillary Clinton na disputa pela Casa Branca de 2016, deixou claro seu desalento em relação a Trump, um empresário de Nova York que propôs que muçulmanos sejam temporariamente impedidos de entrar nos EUA e que se construa um muro na fronteira de seu país com o México.

Na terça-feira, Obama questionou por que republicanos proeminentes não retiram seu endosso a seu candidato presidencial e na quinta-feira repudiou as afirmações de Trump de que as eleições podem ser fraudadas, classificando-as como ridículas.

"É claro que as eleições não serão fraudadas. O que isso quer dizer?", indagou Obama com exasperação. "Se o senhor Trump estiver com 10 ou 15 pontos (de vantagem) no dia da eleição e acabar perdendo, aí talvez ele possa fazer alguns questionamentos. Esse não parece ser o caso no momento."

Apesar do desdém, Obama disse que Trump receberá os briefings ultrassecretos sobre crises internacionais e ameaças à segurança aos quais ele, Hillary e seus respectivos vices de chapa têm direito.

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