ENTREVISTA-Novo Canal Olímpico vai exibir esportes que não fazem parte dos Jogos

Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O novo Canal Olímpico vai também mostrar esportes não olímpicos uma vez que busca atrair uma nova geração de torcedores para os Jogos e manter o interesse na marca, disse o chefe da TV Olímpica, Yiannis Exarchos, nesta quarta-feira.

A plataforma digital, que vai operar a partir do dia da cerimônia de encerramento da Olimpíada do Rio em 21 de agosto, é um projeto ambicioso de 450 milhões de dólares lançado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), com o objetivo principal de chegar até os jovens.

"O canal como um espaço não é restrito aos esportes olímpicos”, afirmou Exarchos, que comanda o Serviço de Transmissão Olímpica e chefia também o novo canal, em entrevista à Reuters.

"Vamos dar espaço para federações reconhecidas, para novos esportes fora dos Jogos. Isso aqui não é somente para promover esportes olímpicos”, declarou ele.

As Olimpíadas têm atualmente 28 esportes, mas numa tentativa de aumentar o entusiasmo pelos Jogos o COI adicionou mais cinco, incluindo skate, escalada esportiva e surfe, para Tóquio 2020, explorando assim o público jovem.

"Nós temos limitações (de tamanho) objetivas nos Jogos. No mundo digital, isso não se aplica, e o canal então está aberto para outros esportes e modalidades”, afirmou Exarchos.

Revelado como um plano em 2014, o empreendimento assegurou financiamento para sete anos, com um retorno do investimento esperado para dentro de dez anos, segundo uma estimativa conservadora, disse Exarchos.

O principal objetivo é manter o interesse no evento esportivo mundial durante o intervalo de dois anos entre os Jogos Olímpicos de Verão e Inverno.

"As novas tecnologias entre as gerações mais jovens mudaram completamente a maneira como as pessoas percebem a realidade. Paciência é uma virtude humana que morreu com o século passado. Eles simplesmente não podem esperar dois ou quatro anos até os próximos Jogos”, declarou ele.

O canal, segundo ele, já conta com uma equipe de quase cem pessoas em 26 países e produziria o seu conteúdo assim como encomendaria programação.

Exarchos afirmou que os detentores dos direitos de transmissão das Olimpíadas também cooperariam com o canal em programação e distribuição.

"O canal é planejado para acrescentar valor a todos os parceiros olímpicos. É planejado de uma maneira para sustentar a visibilidade da marca e, num certo sentido, pode transformar um investimento de só 17 dias em um para todo o ano”, afirmou.

Com novas formas de recreação, como entretenimento eletrônico, ameaçando a base de torcedores olímpicos, Exarchos declarou que o novo canal é necessário para fornecer uma alternativa esportiva.

"Esportes para os jovens são parte de entretenimento, um tempo recreativo alternativo”, disse. “Se começarmos a perder a geração jovem, ela não será perdida para outros esportes, mas para outras atividades recreativas.”

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) REUTERS TR

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