Campanha de Trump se reúne na Flórida com dirigentes do Partido Republicano

Por Steve Holland

ORLANDO, Flórida (Reuters) - A equipe de campanha do candidato presidencial republicano Donald Trump irá se reunir com dirigentes do Comitê Nacional Republicano nesta sexta-feira no que os dois grupos descreveram como um encontro de rotina para discutir ações conjuntas no Estado norte-americano da Flórida.

Trump, que está atrás da candidata democrata Hillary Clinton nas pesquisas de intenção de voto, não deve comparecer ao encontro em Orlando, tendo realizado um comício nas proximidades na quinta-feira. Nesta sexta-feira, ele deve participar de eventos em Erie e Altoona, na Pensilvânia.

O empresário de Nova York passou apertos nos últimos dias depois de insinuar que defensores do direito ao porte de armas poderiam agir contra Hillary, comentário que mais tarde disse ter pretendido angariar votos contra a rival.

Nas últimas semanas um fluxo constante de republicanos moderados, como a senadora Susan Collins, do Maine, prometeu não apoiar Trump, e 50 especialistas em segurança nacional republicanos assinaram uma carta se opondo ao magnata.

Muitos republicanos não só se preocupam com um possível fracasso na disputa pela Casa Branca, mas também estão alarmados com o risco potencial às suas maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados.

Trump vem acusando a mídia norte-americana de tirar seus comentários do contexto, e na noite de quinta-feira alguns de seus apoiadores assediaram e insultaram repórteres que cobriam o comício em uma grande arena da cidade de Kissimmee.

Também nesta sexta-feira, Trump minimizou como sarcasmo a declaração que fez repetidamente esta semana de que o presidente dos EUA, Barack Obama, e Hillary são cofundadores do Estado Islâmico e seus "jogadores mais valiosos" (MVP, na sigla em inglês), usando um termo esportivo norte-americano.

"ELES NÃO ENTENDEM SARCASMO?", questionou Trump no Twitter.

Foi a segunda vez em semanas recentes que Trump explicou um comentário polêmico dizendo ter sido sarcástico. No final de julho, ele pediu à Rússia que trouxesse à tona dezenas de milhares de e-mails "desaparecidos" da época em que Hillary era secretária de Estado dos EUA, o que fez especialistas em inteligência temerem que o candidato estivesse exortando um governo estrangeiro a espionar norte-americanos.

Mais tarde ele disse estar sendo sarcástico.

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