ONU reage a pesquisa e pede que mundo não demonize refugiados

Por Lin Taylor

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou contra a "demonização" dos refugiados nesta sexta-feira, depois que uma pesquisa de opinião global revelou que 60 por cento das pessoas acreditam que extremistas islâmicos estão fingindo ser refugiados.

Cerca de 40 por cento também disseram que querem que suas fronteiras sejam fechadas aos refugiados, e o apoio a tal medida é mais alto na Turquia, na Índia e na Hungria.

O levantamento da Ipsos MORI sobre as atitudes em relação aos refugiados e à imigração entrevistou mais de 16 mil pessoas em 22 países, incluindo Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão e Rússia.

A pesquisa veio à tona no momento em que a Europa lida com sua pior crise imigratória desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de um milhão de pessoas, muitas delas em fuga de conflitos na Síria, no Iraque e no Afeganistão, chegaram ao continente europeu no ano passado.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) disse que, embora as ameaças à segurança sejam uma preocupação, as pessoas que estão fugindo de perseguição ou de conflitos precisam ser protegidas.

"Como em qualquer população, há pessoas que são criminosas, e a lei deveria ser aplicada a elas. Ninguém está acima da lei, seja você um refugiado ou não", disse o porta-voz do Acnur, William Spindler, à Thomson Reuters Foundation.

"Mas não deveríamos esquecer que a grande maioria dos refugiados respeita a lei, e não deveríamos demonizá-los ou vê-los todos como criminosos e terroristas, porque não é este o caso."

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