Magnano lamenta falta de experiência do Brasil para fechar jogo contra Argentina

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico da seleção brasileira de basquete masculino, Rubén Magnano, lamentou a derrota do Brasil para a Argentina depois de duas prorrogações e destacou a dificuldade em montar um grupo competitivo com pouco tempo de preparação e sem jogadores de experiência internacional em jogos decisivos.

O treinador avaliou que o Brasil fez o melhor que podia, mas encontrou pela frente uma equipe adversária experiente que teve grandes atuações de Campazzo e Nocioni, ambos com mais de 30 pontos na vitória argentina de 111 a 107 pelo Grupo B, que praticamente eliminou o Brasil da Olimpíada.

“O Brasil não conseguiu, fizemos o que éramos capazes e acreditávamos muito. Fomos competitivos por 50 minutos e, infelizmente, não ficamos com a vitória”, disse o treinador, que é argentino e foi campeão olímpico com seu país em Atenas 2004.

Ao ser questionado sobre o rendimento dos jogadores, o técnico fez uma análise mais profunda da dificuldade do Brasil em liquidar os jogos em momentos decisivos.

“Acho que são muitas coisas para avaliar. De pronto, posso dizer que tem a procedência dos jogadores. Leandrinho e Nenê, que vêm da NBA, tem outra mentalidade técnica e tática diferente. São jogadores praticamente formados lá e temos que tirar o chip deles para vir e jogar aqui”, disse.

“Se nossos atletas estivessem envolvidos em finais ou em presenças nacionais em jogos finais e semifinais, ou seja, falo em experiência internacional desse tipo. Esse somatório faz parte da preparação de um grupo", acrescentou.

Abalados com a derrota, numa partida em que tiveram a bola do jogo para vencer no tempo normal, jogadores brasileiros disseram que o Brasil deixou a vitória escapar, e reconheceram que está faltando “alguma coisa” nos momentos decisivos.

“A gente tinha o jogo nas mão e não fizemos o que tinha que ser feito. Demos vida a eles, faltou foco e concentração ao Brasil”, disse o armador Raulzinho.

O ala Marquinhos acrescentou: “Foi um baque forte. A vitória estava nas nossas mãos, ia dar moral grande. Estamos perdendo jogos sem poder perder. Estamos oscilando muito e não conseguimos fechar as partidas”.

Praticamente sem chances de avançar para as quartas de final, o técnico Magnano assumiu a responsabilidade pela campanha negativa do Brasil na Olimpíada.

“Não faltou confiança, mas sim acerto. Não tem a ver com capacitação psicológica. O maior responsável sou eu e levanto a mão primeiro. Não deu, mas vamos seguir lutando”.

Para avançar na competição a seleção brasileira precisa torcer por derrotas da Espanha e tem que vencer a Nigéria em seu último jogo da primeira fase. Mesmo assim passaria em quarto lugar, o que faria com que o Brasil enfrentasse na próxima fase a forte seleção dos EUA.

“Se tiver que jogar com os Estados Unidos vamos jogar com força total, mas temos que primeiro fazer a nossa parte”, disse Raulzinho.

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