Mali busca economizar US$50 mi com corte de 13 mil funcionários "fantasmas"

BAMAKO (Reuters) - Mali, um dos países mais pobres do mundo, identificou 13 mil funcionários fictícios na folha de pagamento do Estado que custavam um total de 30 bilhões de francos CFA (50 milhões de dólares) ao país, de acordo com o Ministério da Informação.

Uma fonte do Ministério das Finanças do país do oeste africano disse à Reuters que a maioria desses funcionários "fantasmas" morreu ou deixou o governo para trabalhar em organizações internacionais.

A fonte acrescentou que processos podem ocorrer, mas que no momento a prioridade era recuperar o dinheiro desviado.

País sem saída para o mar e importante exportador de ouro, o Mali tem sofrico com corrupção endêmica e instabilidade nos últimos anos; mais recentemente, o país tem enfrentado também múltiplas insurreições de grupos islâmicos no Norte, bem como disputas entre facções armadas.

O Ministro da Informação Mountaga Tall fez comentários sobre os falsos funcionários do estado na TV estatal e no rádio na noite de sexta-feira.

"O ministro (dos serviços públicos) conduziu um controle físico combinado com pagamentos em dinheiro... (e) detectou cerca de 13 mil funcionários que eram fictícios ou irregulares", disse ele.

"As economias que podem ser feitas, caso todas as medidas sejam tomadas... serão de cerca de 30 bilhões de francos CFA", acrescentou Tall. Ele não detalhou os números. A fonte do Ministério das Finanças também não deu detalhes.

Investigar e eliminar trabalhadores fantasmas estão entre as exigências do programa de Mali junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Reportagem de Tiemoko Diallo)

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