Futebol feminino do Brasil perde nos pênaltis e disputará bronze na Rio 2016

Por Tatiana Ramil

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O sonho do primeiro ouro olímpico da seleção brasileira de futebol feminino acabou nesta terça-feira, quando a equipe perdeu a partida da semifinal contra a Suécia, nos pênaltis, após empate em 0 x 0 no Maracanã, e o time agora disputará a medalha de bronze nos Jogos Rio 2016.

Os milhares de torcedores que lotaram o estádio reconheceram o empenho das jogadoras e aplaudiram ao fim do jogo, enquanto as brasileiras desabaram em campo. Cristiane e Andressinha desperdiçaram suas cobranças de pênaltis e o Brasil perdeu por 4 x 3, embora a goleira Bárbara tenha feito uma defesa nas penalidades.

A outra semifinal do futebol feminino ocorre ainda nesta terça-feira, no Mineirão, entre Alemanha e Canadá.

"A gente devia ter feito o gol durante a partida, porque a gente sabe que pênalti é loteria", lamentou a capitã Marta após a partida. "Nada vai tirar o brilho do trabalho que a gente fez durante esse período todo, temos uma briga pela medalha de bronze e vamos até o fim".

A seleção feminina do Brasil encantou a torcida na primeira fase dos Jogos do Rios, com goleadas sobre China por 3 x 0 e a própria Suécia por 5 x 1, o que provocou gritos dos torcedores de que "Marta é melhor que Neymar".

Nas quartas de final, no entanto, sofreu para passar pela Austrália nos pênaltis, e a mesma dificuldade ocorreu contra as suecas nesta terça no Maracanã.

As brasileiras jogaram mais no ataque, criaram várias chances, mas falharam nas finalizações.

O time brasileiro, medalhista de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, teve como destaque a atuação de Formiga no meio-campo. Mesmo aos 38 anos, a jogadora que disputa sua sexta Olimpíada jogou na defesa e armou o time de forma incansável e teve seu nome gritado algumas vezes pela torcida no Maracanã.

A partida começou com o estádio parcialmente vazio devido às longas filas para entrar no Maracanã, que fizeram com que muitos torcedores só entrassem com a bola já rolando.

Em campo, o Brasil partiu para o ataque desde o início, mas as suecas se fecharam na defesa e em quase todo o primeiro tempo tinham as 11 jogadoras em seu campo.

Para tentar furar o bloqueio, Debinha chutou da entrada da área aos 16 minutos, e a bola passou perto. A meia-atacante fez nova tentativa aos 23, de cabeça, mas a goleira Hedvig Lindahl espalmou para escanteio.

Aos 28 minutos, Marta, que jogava aberta pelo lado direito, recebeu lançamento, passou pela defensora e chutou de perna esquerda para fora.

A Suécia só assustou em um contra-ataque aos 40 minutos, quando Stina Blackstenius recebeu passe pela direita, chegou a cortar a marcação, mas preferiu passar em vez de chutar e ninguém de seu time apareceu para concluir.

Para o segundo tempo, o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, colocou o time ainda mais no ataque, ao tirar a volante Thaisa para a entrada de Andressinha.

O Brasil continuou pressionando e teve chances em chutes de Beatriz, Tamires e Formiga, sem acertar o alvo, enquanto tomava alguns sustos em vacilos da defesa.

Na metade da segunda etapa Marta conseguiu uma ótima arrancada, mas chutou fraco.

Já nos acréscimos, Andressa Alves cabeceou após cobrança de falta de Andressinha, mas a goleira defendeu em cima da linha.

Para a prorrogação, Vadão lançou Cristiane, que teve o nome gritado pelas arquibancadas e se recuperou de uma lesão sofrida ainda na primeira fase. Raquel também entrou. Mas o time insistiu demais em lançamentos que não deram resultado.

Nos últimos minutos, a defesa sueca tirou duas bolas com a goleira já batida, e a decisão foi para os pênaltis.

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