Nova-iorquino vai a tribunal acusado de assassinar imã muçulmano e assistente

NOVA YORK (Reuters) - Um morador da cidade norte-americana de Nova York deveria comparecer a um tribunal nesta terça-feira para ser acusado de homicídio doloso simples pelas mortes de um imã muçulmano e seu assistente, mortos a tiros na metrópole no final de semana, informou a polícia.

Oscar Morel, que tem 35 anos e mora no Brooklyn, foi acusado poucas horas depois de centenas de pessoas enlutadas se reunirem para o enterro a céu aberto dos dois homens na segunda-feira. Os assassinatos ocorridos no bairro de Queens chocaram a comunidade bengalesa local.

Morel recebeu duas acusações de homicídio doloso simples pelas mortes do imã Maulama Akonjee, de 55 anos, e Thara Uddin, de 64, no sábado, disse o porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York.

Robert Boyce, chefe dos detetives do Departamento, disse em uma coletiva de imprensa na segunda-feira que câmeras de vigilância mostraram o suspeito entrando em um utilitário GMC preto depois dos disparos.

O veículo se envolveu então em um acidente seguido de fuga cerca de 4,8 quilômetros mais adiante, no Brooklyn, pouco depois. Assim que policiais localizaram o utilitário, o suspeito o lançou contra o carro de um detetive várias vezes na tentativa de fugir, mas foi preso, disse Boyce.

"O motivo ainda não foi determinado. Ainda estamos investigando", disse. Indagado se a ação está sendo considerada um crime de ódio, Boyce respondeu que "isso certamente está sendo cogitado".

(Por Curtis Skinner em São Francisco e Daniel Wallis em Nova York)

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