Premiê britânica diz a China que deseja laços mais fortes entre os dois países

PEQUIM/LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse ao líder da China que seu país deseja fortalecer os laços no comércio e nos negócios com Pequim, em uma tentativa de apaziguar a segunda maior economia do mundo depois que Londres adiou um projeto nuclear de 24 bilhões de dólares.

A decisão surpreendente de May de rever a construção da primeira usina nuclear britânica em décadas irritou a China, que questionou se o dinheiro chinês ainda é bem-vindo no Reino Unido semanas após o referendo de 23 de junho que decidiu a desfiliação britânica da União Europeia.

    Após a manifestação de frustração de Pequim, May escreveu ao presidente chinês, Xi Jinping, e ao premiê, Li Keqiang, dizendo que sua nação atribui grande importância à cooperação sino-britânica.

    O Reino Unido "espera poder fortalecer a cooperação com a China no comércio e nos negócios e em temas globais", disse o Ministério das Relações Exteriores chinês citando a carta.

    Uma fonte do gabinete de May confirmou o conteúdo da carta, que foi entregue em mãos por Alok Sharma, subsecretário de Estado parlamentar no Ministério das Relações Exteriores e Commonwealth.

    "Isto é parte do que se esperaria que a primeira-ministra fizesse no tocante às nossas relações com o mundo em geral. Tem a ver com o Reino Unido continuar sendo um país que olha para fora enquanto tomamos o rumo do Brexit (a desfiliação britânica da UE)", disse a fonte.

    O tamanho da economia chinesa hoje, 11,3 trilhões de dólares, é mais do que quatro vezes maior do que a economia britânica, de 2,4 trilhões de dólares.

Por Ben Blanchard e William James) 

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