Polícia mexicana executou 22 pessoas em operação no ano passado, diz comissão de direitos humanos

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Cerca de 22 suspeitos de pertencerem a uma gangue foram arbitrariamente executados num confronto com a polícia no oeste do México no ano passado, disse a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do país nesta quinta-feira, no mais recente caso de abuso cometido pelas forças de segurança.

Em maio do ano passado, a polícia federal realizou uma operação contra suspeitos de pertencerem ao cartel Jalisco Nova Geração escondidos numa fazenda perto da cidade de Tanhuato no violento Estado de Michoacán, no oeste do país.

"Como resultado da investigação feita por essa organização, com base em testes técnicos e científicos, nós estabelecemos fatos que implicam em graves violações de direitos humanos por parte de servidores públicos da polícia federal”, afirmou Raúl González, presidente da comissão de direitos humanos, à imprensa.

González disse que a polícia mentiu sobre o seu papel durante a ação na fazenda, onde os corpos de 7 pessoas e armas foram descolados para manipular a cena do crime. A polícia também torturou duas pessoas que prenderam, e queimaram dois corpos, acrescentou González.

A CNDH foi incapaz de esclarecer como 15 das vítimas foram mortas, disse ele.

O relatório da comissão é mais um golpe para o presidente Enrique Peña Nieto, cuja a popularidade tem caído ao seus níveis mais baixos por causa da percepção de que ele falhou no combate ao crime e à corrupção.

As forças de segurança mexicanas há muito tempo têm sido implicadas em abusos durante o combate contra os cartéis de droga.

(Reportagem de Natalie Schachar e Gabriel Stargardter)

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